Respire

Sem dúvida já reparou que as coisas que fazemos afectam o ritmo da respiração: andar a pé, correr, rir, chorar…

Respirar é um processo natural do corpo que fazemos espontaneamente ao longo da vida desde o nascimento até a morte, embora, na maioria das vezes, demos pouca importância a este processo vital até ao momento em que sentimos alguma dificuldade respiratória ou quando ficamos sem fôlego depois de um esforço físico.

No yoga muito importância é dada à respiração.  Parece uma coisa muito estranha dizer a uma pessoa para respirar porque é algo que fazemos inconscientemente, mas o que se pretende no yoga é iniciar um processo de interiorização através de uma respiração consciente.

Se nunca fez yoga, pode experimentar os seguintes exercícios simples para conseguir uma observação da respiração (podem ser feitos deitados ou sentados).  A respiração é feita pelas narinas, mas lembre-se de não forçar se o nariz estiver entupido (se tiver muitas dificuldades, os exercícios podem esperar para outro dia).

Primeiro, faça um suspiro longo e observe a expiração sentindo o seu efeito no corpo.  Em seguida, fique simplesmente a observar a sua respiração, sentindo a respiração a entrar pelas nas narinas, passando no fundo da garganta e o seu caminho para dentro dos pulmões.  Agora observe como sai dos pulmões, do fundo da garganta, e, por fim, das narinas.  Repare como o ar entra um pouco mais fresco na inspiração e como sai um pouco mas quente e húmido na expiração.

Passamos para a fase seguinte – a respiração trifásica.  Coloque as mãos no baixo ventre, expire e sinta-o a baixar, na direção da coluna; inspire, relaxe e deixe-o voltar à posição original (pode até sentir que sobe um pouco). Faça umas seis respirações.  Isto chama-se a respiração abdominal.

Na próxima inspiração, leve as mãos ás costelas.  Agora quando inspira, sinta as costelas a expandir e na expiração sinta-as a recolher.  Volte a fazer umas seis respiraçãoes.   Está agora a fazer a respiração toráxica.

Quando inspirar de novo leve as mãos para a região das clavículas.  Desta vez quando inspirar, as clavículas vão subir e na expiração, baixar.  Está a fazer a respiração clavicular. Ao fim das seis respirações, baixar as mãos e fazer outro suspiro, deixando os pulmões esvaziar completamente.

Passamos à última fase, a respiração completa, ou seja, quando inspiram, o abdómen relaxa, a caixa toráxica enche com ar até às cláviculas e na expiração o inverso acontece: as clavículas baixam, as costelas recolhem, e no fim da expiração os músculos do abdómen recolhem dentro da cavidade abdominal.

Lembre-se, tudo isto deve ser feito sem forçar a respiração portanto, deixe tudo fluir com a maior naturalidade possível.  Por fim, fazer mais um suspiro e deixar a respiração voltar ao seu ritmo natural.

Alterar conscientemente a respiração pode ser utilizado de forma eficaz para acalmar a mente e preparar-nos para enfrentar as exigências da vida diária. Observe como o corpo e a mente respondem a estes simples exercícios de respiração!

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